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Início > Últimas notícias > 25/09/2020 08:34
   
 

  Juíza nega pedido de padre Robson para anular provas e impor sigilo sobre processo que investiga a Afipe

Rafael Oliveira
www.g1.com Foto: Reprodução


O padre Robson Oliveira, investigado pela Operação Vendilhões do Ministério Público de Goiás (MP-GO), teve os pedidos de anulação das provas e de restabelecimento de sigilo sobre o processo negados nesta quinta-feira (24), pela juíza Placidina Pires. Os promotores de Justiça apuram se o sacerdote desviou R$ 120 milhões doados por fiéis à Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). O padre nega qualquer irregularidade.

Advogado do religioso, Pedro Paulo de Medeiros informou, por meio de nota, que "protocolizará reclamação no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) com o objetivo de que seja mantido o que os desembargadores já decidiram: o sigilo do processo que sentenciou os hackers extorsionários e seus desdobramentos". A defesa alega que "o procedimento é um recurso contra o descumprimento por parte da primeira instância do Judiciário goiano".

A defesa cita o processo da extorsão de dinheiro por parte de hackers porque foi esse processo, instaurado em 2017, que levou os promotores a investigarem as contas da Afipe. À época, o padre repassou R$ 2,9 milhões da entidade para evitar que fossem divulgados supostos relacionamentos amorosos dele.

A equipe jurídica do padre requereu a nulidade das provas da Operação Vendilhões sob alegação de que foram baseadas em prova ilícita, ou seja, em material hackeado, e o restabelecimento do sigilo das investigações baseado no antigo processo de extorsão de dinheiro, que correu em segredo de Justiça e, por isso, a apuração contra a Afipe também deveria ser sigilosa.

Padre Robson tentou também um habeas corpus nesse mesmo sentido, que foi avaliado e negado pelo desembargador Nicomedes Borges, informou o TJ-GO.

Ao negar os pedidos, a magistrada diz que o suposto material hackeado nunca foi apresentado nos autos e não houve compartilhamento de provas do processo no caso do hacker, que tramitou na 8ª Vara Criminal, sob a titularidade do juiz Ricardo Prata.

“Houve apenas o envio de cópia do inquérito policial, contendo somente elementos informativos, sem nenhuma prova resultante de cautelar sigilosa”, explicou Placidina Pires, por meio de nota enviada pelo Tribunal de Justiça de Goiás.

“Nem a defesa da intimidade dos investigados ou interesse social demandam a imposição de sigilo, especialmente considerando que as associações religiosas investigadas, sabidamente sobrevivem de doações de fiéis e que, portanto, devem prestar contas públicas da destinação dada às suas arrecadações”, concluiu a magistrada.

Suspeita de desvio de doações

A Afipe é responsável pela administração do Santuário Basílica de Trindade. Até a ação do MP, no dia 21 de agosto, ela era presidida pelo padre Robson. De acordo com as investigações, a entidade chegava a receber mensalmente R$ 20 milhões de fiéis e, nos últimos nove anos, movimentou mais de R$ 2 bilhões.

Parte do dinheiro deveria ser usado na construção da nova Basílica, que foi avaliada inicialmente em R$ 100 milhões, mas que, atualmente, tem previsão de custar R$ 1,4 bilhão. O Ministério Público revelou que só o sino comprado para a nova igreja custou R$ 17 milhões.

A investigação do MP versa sobre a suspeita de compra e venda de bens, como fazendas, loteamentos, emissoras de rádio e televisão e um avião, com o dinheiro ofertado por devotos do Divino Pai Eterno.

Segundo os promotores, entre os bens comprados com o dinheiro desviado estão um avião, uma casa na praia em Guarajuba (BA) no valor de R$ 2 milhões e mais de 50 fazendas, uma delas avaliada em mais de R$ 90 milhões.


   
 
   
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