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Início > Últimas notícias > 31/07/2020 09:01
   
 

  Polícia Civil investiga se clínica de reabilitação mantinha pacientes em cárcere privado, em Pires do Rio

Millena Barbosa
www.g1.com Foto: Reprodução TV Anhanguera

A Polícia Civil está investigando se uma clínica de reabilitação para dependentes químicos obrigava os pacientes a ficarem internados contra a vontade deles, em Pires do Rio. O local foi interditado pela vigilância sanitária por não possuir alvará de funcionamento.

A unidade funcionava na zona rural da cidade e atendia 16 pessoas. De acordo com o delegado Igor Carneiro, responsável pelo caso, um inquérito foi instaurado para investigar a suposta prática de cárcere privado por parte do proprietário, depois que dois pacientes afirmaram que não tinham suas decisões respeitadas.

"Nós recebemos uma denúncia anônima de que internos estavam sendo obrigados a ficarem em uma chácara onde funcionava uma clínica de reabilitação. No local, a maioria disse que não era obrigada a ficar lá, mas dois deram a entender que não tinham suas vontades respeitadas e quiseram ir embora", disse.

De acordo com o delegado, não foram encontrados indícios de maus-tratos. Porém, enquanto os agentes estavam fazendo uma inspeção na clínica, não havia nenhum profissional da saúde no local, como médicos ou psicólogos.

"Ainda é cedo para dizer se houve crime. Já ouvimos alguns internos e, o próximo passo, será ouvir o proprietário. Nosso objetivo é saber se essas pessoas eram obrigadas a ficarem lá, o que não deve acontecer, e também o porquê de não ter médicos para justificar a reabilitação", explicou.

"Caso fique comprovado que alguém era obrigado a permanecer no local, o dono da clínica pode responder por cárcere privado, com pena de um a três anos", afirmou.

Funcionamento irregular e interdição

A clínica foi fechada no dia 23 de julho, depois que a polícia recebeu uma denúncia anônima de que o local funcionava de forma irregular. Segundo a prefeitura, o proprietário tem até 15 dias para regularizar a documentação.

Ainda segundo o delegado, nenhum paciente foi orientado a abandonar o tratamento, mas todos tiveram de deixar o local após a interdição.

   
 
   
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