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Início > Últimas notícias > 12/02/2020 08:33
   
 

  Justiça determina desativação de barragem de mineradora em Crixás até 2021

Do Mais Goiás
www.emaisgoias.com.br Foto: Luiz Henrique Camargo Lima

Uma decisão judicial determinou o fechamento da barragem da mineradora Serra Grande S.A. até 15 de setembro de 2021. Ela fica no município de Crixás, a 321 quilômetros de Goiânia, na região Noroeste do estado. Se a decisão for descumprida, haverá multa diária de R$ 500 mil. Proferida na última segunda-feira (10), a decisão é do juiz Alex Lessa e leva em consideração estrutura física, que tem modelo semelhante às das construções de barragens de Mariana e Brumadinho, que se romperam. Além disso, o modelo é considerado obsoleto e de alto risco ambiental e econômico, de acordo com o juiz.

O juiz se baseou em pericias feitas em 2019 pela Coordenação de Apoio Técnico Pericial (CATEP) quando foi solicitado pelo Ministério Público (MP-GO) que Secretária Estadual do Meio Ambiente (Secima) e a Agência Nacional de Mineração (ANM) apresentassem a situação das barragens em Goiás após a tragédia de Brumadinho. O relatório aponta divergências nas informações fornecidas pela companhia às autoridades.

A decisão aponta que há um alto nível de periculosidade na barragem. Isso porque, caso haja uma ruptura, o impacto ultrapassaria a região de Crixás. O Vale de São Patrício é um grande polo econômico-industrial e tem um “contingente humano considerável”, de acordo com Alex. A mineradora fica próxima de afluentes, como o Rio Vermelho e Rio Araguaia. O juiz considerou que os rejeitos minerais poderiam contaminar toda região e apresentar um desastre ambiental sem precedentes. Outro apontamento da ação judicial é que a empresa não cumpre as normas básicas do Plano de Segurança de Barragens e o modelo de construção estrutural é ineficiente e de baixo-custo,com risco elevado de rompimento.

“De modo a proteger o meio ambiente, o princípio da precaução deve ser amplamente observado pelos Estados, de acordo com suas capacidades. Quando houver ameaça de danos sérios ou irreversíveis, a ausência absoluta de certeza científica não deve ser utilizada como razão para postergar medidas eficazes e economicamente viáveis para precaver a degradação ambiental”, pontua o juiz Alex Lessa.

Relembre a situação

Após o rompimento da barragem de Brumadinho, em 30 de Janeiro de 2019 foi realizada uma força-tarefa realizada pela Secretária Estadual do Meio Ambiente (Secima), em conjunto com a Defesa Civil e os Bombeiros para verificar a estrutura da Barragem em Crixás. Na visita, foram analisadas a presença ou ausência de vazamento, acomodação do solo, funcionamento de equipamentos e possibilidade de deslizamentos.

À época, outras barragens verificadas em caráter de urgência foram as dos municípios de Alto Horizonte, Barro Alto, Caçu, Catalão, Caldas Novas, Niquelândia, Rio Verde e São Simão.

   
 
   
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