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Início > Últimas notícias > 03/12/2019 07:40
   
 

  João de Deus é denunciado pela 11ª vez por crimes sexuais contra mais quatro mulheres

Vitor Santana e Sílvio Túlio
www.g1.com Foto: Renata Costa/TV Anhanguera


O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou João de Deus, nesta segunda-feira (2), por estupro de vulnerável contra quatro mulheres durante atendimentos espirituais em Abadiânia. Os crimes ocorreram entre 2010 e 2016. Esta é a 11ª denúncia contra ele por crimes sexuais. Preso há quase um ano, João de Deus sempre negou os crimes.

As vítimas são do Rio Grande do Sul, Bahia e Distrito Federal. Elas tinham entre 25 e 40 anos na época dos crimes. Além disso, a denúncia conta com o depoimento de outras sete mulheres que disseram ser vítimas, mas os crimes já prescreveram.

“A vulnerabilidade dessas vítimas eram as mais variadas. Elas tinham doenças graves, como câncer, epilepsia, depressão severa. Além de explorar a vulnerabilidade, ele fazia ameaças espirituais, de que elas não iriam engravidar ou que ele iria tirar um trabalho de macumba contra ela”, disse a promotora Renata Caroliny Ribeiro e Silva.

Em nota enviada ao portal G1, o advogado Anderson Van Gualberto, que representa João de Deus, disse que o MP promove "um verdadeiro espetáculo público do meu cliente" e que, se a denúncia seguir o padrão das anteriores "não terão sorte", pois "a ausência de densidade dos fatos apresentados".

Junto com a denúncia foi feito um novo pedido de prisão contra o acusado. O MP informou que 319 pessoas já procuraram o órgão e disseram ter sido vítimas de João de Deus, sendo que destas, 194 formalizaram um procedimento contra ele.

O defensor afirmou ainda que o MP deveria "tomar providências para garantir o direito à vida" de João de Deus, que, segundo ele, "está sendo submetido a uma pena degradante e cruel dentro do cárcere".

Números

Com essa denúncia, o MP já soma 57 vítimas de João de Deus, cujo casos não prescreveram. Outras 87 mulheres são testemunhas dos casos, pois os crimes já prescreveram.

A promotora Ariane Patrícia Gonçalves aponta que, em quase um ano de trabalho, mais vítimas se sentiram seguras para fazer as denúncias.

“O que percebemos é que quando há nova, mais vítimas aparecem. Elas sempre perguntam se ele segue preso, se vai continuar. Essa segregação dele é importante para que as vítimas continuem denunciando os crimes”, disse.

As promotoras afirmaram que dois dos processos envolvendo crimes sexuais já tiveram as audiências concluídas e esperam só a sentença. Além disso, outra denúncia deve ser apresentada ainda esse ano.


   
 
   
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