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Início > Últimas notícias > 21/03/2019 08:16
   
 

  Goiás fica entre os 5 melhores estados em português e matemática, mas situação geral é crítica, aponta estudo

Vanessa Martins, G1 GO
www.g1.com Foto: Google Imagens/Imagem Ilustrativa

A Organização Não Governamental (ONG) Todos Pela Educação avaliou o desempenho de escolas públicas de todo o Brasil e apontou que Goiás teve um dos melhores índices de crescimento no aprendizado entre 2007 e 2017. A análise do órgão é que o resultado significativo ocorreu no 5º e 9º ano do ensino fundamental, mas no 3º ano do ensino médio, apesar do saldo positivo, a situação ainda é considerada crítica.

“Os resultados mostram que houve avanços consistentes, mas que a situação geral segue crítica, especialmente no ensino médio. Apesar da boa notícia no fundamental, temos muito a evoluir”, afirma o coordenador do núcleo de inteligência da ONG, Caio Sato.

Os números divulgados pela entidade foram computados pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e apontam que Goiás teve o 2º melhor crescimento em língua portuguesa no 3º ano do ensino médio em escolas públicas, apresentando saldo de 29%. Nesse índice, o estado ficou atrás só do Espírito Santo.

Já em matemática, o crescimento foi de 6,01%, também considerando as escolas públicas, e rendeu o 3º lugar, atrás novamente do Espírito Santo e Minas Gerais.

Ainda assim, o estudo aponta que no ano mais recente avaliado, 2017, 9,9% dos estudantes das redes pública e privada aprenderam de forma satisfatória o conteúdo de matemática, e no caso de língua portuguesa, esse percentual é de 33,9%.

No caso do 5º ano do ensino fundamental, em 2017, 51% dos estudantes das redes pública e privada assimilaram o conteúdo de matemática de forma regular. Já em língua portuguesa, esse aprendizado ocorreu para 66% dos estudantes.

Avaliando os números do 5º ano entre 2007 e 2017, os goianos ficaram em quinto lugar no Brasil em aprendizado do conteúdo de língua portuguesa, tendo crescido 62,8% no período. No caso de matemática, a mesma colocação, com saldo também positivo de 46,7%, ambos seguindo dados só das escolas públicas.

Ao avaliar os estudantes do 9º ano do ensino fundamental em 2017, 24,7% dos alunos mostraram aprendizado regular da grade de matemática. Já em língua portuguesa, 46,7% deles assimilou de forma satisfatória o conteúdo.

Ao comparar o crescimento de alunos desta série nos últimos dez anos, a melhora foi de 42% no aprendizado de Língua Portuguesa, garantindo o segundo lugar entre os estados brasileiros para Goiás. No caso de matemática, os goianos ficaram em terceiro, com melhora de 20,4%.

Análise

O coordenador do núcleo de inteligência da ONG, Caio Sato explicou que os percentuais divulgados nesta quinta-feira (21) foram obtidos comparando os índices de aprendizado do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) com a avaliação do Programme for International Student Assessment (Pisa) de países que são referência na educação – como a Alemanha, a Coreia do Sul e a Finlândia, por exemplo.

A avaliação do Inep é feita em todas as escolas públicas do País e algumas privadas. O Pisa avalia estudantes de até 15 anos. [...] É feita uma conversão estatística por um conjunto de especialistas em avaliações educacionais que resultam nesse percentual de aprendizado adequado”, detalhou.

Sato avaliou que, nesse estudo, Goiás teve índices próximos aos de estados considerados mais ricos. Segundo ele, houve crescimento na porcentagem de alunos com aprendizado satisfatório nas disciplinas analisadas em todos os anos do período avaliado.

“O estado mostra que teve fortalecimento dessas políticas públicas. Eu destacaria cinco fatores que Goiás conseguiu implantar na educação pública nos últimos anos: currículos de qualidade para trabalhar na sala de aula, material didático bom para alunos e professores, programas de formação continuada com avaliações de aprendizagem constante e profissionalização da gestão escolar”, explicou.

Apesar da melhora constante no ensino fundamental, o mesmo não pode ser dito para o ensino médio. Segundo Sato, mesmo com saldo positivo, nos anos em questão houve oscilação do número de estudantes com desempenho aceitável. O mesmo quadro se repetiu em vários estados do Brasil.

   
 
   
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