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Início > Últimas notícias > 12/02/2019 09:00
   
 

  Empresa envolvida em acidente com Boechat não podia fazer táxi aéreo

Folhapress
www.emaisgoias.com.br Foto: Danilo Verpa/Folhapress

A empresa RQ Serviços Aéreos Especializados Ltda, dona do helicóptero de matrícula PT-HPG, que caiu nesta segunda-feira (11) no acidente que matou o jornalista Ricardo Boechat, 66, não estava autorizada a fazer o serviço de táxi aéreo, ou seja, a transportar passageiros de forma remunerada, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A empresa estava certificada para prestar Serviços Aéreos Especializados (SAE), que incluem aerofotografia, aeroreportagem e aerofilmagem.

“Qualquer outra atividade remunerada fora das mencionadas não poderia ser prestada. Tendo em vista essas informações, a Anac abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo realizado no momento do acidente”, afirmou a Anac, em nota.

A agência informou que o helicóptero estava em situação regular, com “Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido até maio de 2023, e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) em dia até maio de 2019”.

A aeronave, da fabricante Bell Helicopter, era pilotada por Ronaldo Quatrucci, que também morreu no acidente. Segundo a Anac, as licenças e habilitações do piloto estavam válidas.

A reportagem procurou a RQ Serviços Aéreos Especializados Ltda, mas ainda não teve resposta.

O acidente

Segundo testemunhas relataram ao Corpo de Bombeiros, a aeronave Bell Jet Ranger, um modelo de 1975, tentou fazer um pouso de emergência em uma alça de acesso do Rodoanel à av. Anhanguera, na altura do quilômetro 7, sentido Castelo Branco, próximo a um pedágio -local das vias com menos fluxo de veículos.

Na descida, no entanto, ela se chocou com um caminhão que tinha acabado de sair do pedágio, na faixa do Sem Parar (pedágio expresso). Não se sabe ainda qual o problema que a aeronave apresentou, mas foi a colisão que fez o helicóptero pegar fogo.

O motorista do caminhão foi socorrido e teve ferimentos leves, segundo a Polícia Militar.

De acordo com a Abraphe (Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero), o piloto tinha experiência de quase duas décadas como comandante e “seguiu à risca as doutrinas de segurança até o último momento, na tentativa de preservar a vida da tripulação a bordo do helicóptero”.

   
 
   
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