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Início > Últimas notícias > 15/07/2012 17:34
   
  Integrantes da CPMI defendem nova convocação de Marconi

Márcia Sousa
www.aredacao.com.br Foto: Divulgação

Integrantes da CPMI do Cachoeira defenderam neste sábado (14/7) que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), seja reconvocado para explicar novas suspeitas que surgiram relacionando contratos firmados entre a Delta Construções e o governo do Estado, cuja intermediação teria sido feita por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Relatório da Polícia Federal obtido pela revista Época sugere que dívidas milionárias da empreiteira com o governo goiano foram liberadas mediante suposto pagamento de propina.

O gabinete de imprensa da Governadoria divulgou nota na qual nega as acusações, classificando o fato como "uma atitude de grupos políticos que tentam, de todas as formas, denegrir a imagem do governador Marconi Perillo". Na nota divulgada neste sábado, a governadoria salienta que os contratos firmados entre a Delta e o Governo de Goiás "já foram aprovados por uma sindicância feita pela Controladoria Geral do Estado e pelo Tribunal de Contas do Estado".

Conforme reportagem da revista Época, haveria um "compromisso" entre as duas partes, que envolveria a compra da casa do governador por Cachoeira, paga, segundo a PF, com recursos da Delta. Por meio da correlação de depósitos, a revista conclui que os créditos da Delta eram liberados à medida que o governador recebia as parcelas pela venda da casa, em três cheques (dois de R$ 500 mil e um de R$ 400 mil). A venda da casa esteve no foco principal do depoimento de Marconi na CPMI, no qual o governador negou ter relações com a Delta ou Cachoeira, sendo o imóvel vendido por Wladimir Garcês e incluso na prestação de contas.

O comunicado da governadoria também afirma que os "contratos obtidos no governo do Estado pela Delta vêm do governo passado, e os obtidos na atual administração o foram através de concorrências públicas amplamente divulgadas e disputadas. No caso, a Delta ofereceu nesses certames descontos acima de 20 por cento. Prova de que a empresa não obteve qualquer vantagem no atual governo é que ela possui valores superiores a R$ 6 milhões, referentes a faturas de serviços prestados na Agetop na administração anterior, que poderiam ter sido pagos na atual gestão e não foram por uma postura adotada pelo atual governo", consta na nota.

Sobre a relação com a venda da casa de Marconi, o comunicado informa que "mesmo depois do período da venda da casa, tanto a Delta quanto os demais prestadores de serviços regulares ao Estado continuaram recebendo em dia suas faturas. Procurar estabelecer ligação entre três pagamentos feitos à Delta de uma série continuada de outros pagamentos (conferir em transparencia.goias.gov.br) é uma atitude de má fé, leviana e irresponsável", conclui.

Nova convocação

Diante das novas suspeitas, o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) afirmou que apresentará na segunda-feira (16/7) pedido para trazer Marconi de volta à comissão e ter acesso ao relatório da PF que foi enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). "São gravíssimos os fatos, o que torna inevitável a reconvocação do governador Marconi Perillo", disse Randolfe. Para o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), é preciso chamar novamente Marconi para dar, pelo menos, o direito de ele se defender novamente.

Randolfe defende que a comissão faça uma sessão extraordinária na próxima semana para aprovar os requerimentos e tentar agendar o novo depoimento durante o recesso parlamentar. Miro, contudo, acredita que somente em agosto será possível ouvir o governador. (Com informações da Agência Estado)
   
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