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A emissora Rádio Rio Vermelho de Silvânia nasceu
graças ao então deputado estadual e ex-prefeito
da cidade José Denisson de Sousa. No início
da década de oitenta o então deputado conseguiu
junto ao Ministério das Comunicações
em Brasília a concessão para explorar o serviço
de radiodifusão AM, com potência de 1.000 watts
na cidade de Silvânia. Nascia aí a Rádio
Rio Vermelho.
Com a concessão na mão, mas sem recursos para
montar a emissora, José Denisson buscou com Márcio
Luís dos Santos, comerciante em Silvânia, Jerônimo
Rodrigues, jornalista, residente em Goiânia, e Marcus
Antônio Fleury, radiodifusor e proprietário da
Rádio Cidade de Goiás, sociedade para fazer
a rádio finalmente funcionar.
No segundo semestre de 1.985 começou a ser montada
a estrutura, ainda modesta da emissora. O local escolhido
foi a Chácara Lava Pés, de propriedade de Márcio
Luis dos Santos, um dos sócios do empreendimento. Neste
local foram instalados a antena, o transmissor da rádio
e os estúdios. Foram meses e meses de trabalho para
finalmente nos últimos dias de dezembro de 1.985 a
emissora entrar no ar em caráter experimental. Em 24
de janeiro de 1.986 entrava no ar, definitivamente a Rádio
Rio Vermelho de Silvânia.
As condições eram precárias. O estúdio
montado a base de equipamentos usados e em sua maioria já
bem desgastados pelo tempo e pelo uso. Mas o sucesso, porém
foi enorme. A direção da emissora, entregue
ao sócio Márcio Luis dos Santos, decidiu realizar
um pequeno concurso para selecionar quem seriam os locutores
da novidade. Entre os selecionados estavam o Luciano Silva,
que ainda hoje está na Rio Vermelho, Nadir de Sousa,
que trabalhou também em emissoras de Anápolis,
Leandro Luís, também com passagens por rádios
de Anápolis e Goiânia e hoje nos Estados Unidos
e Laynne Nunes, hoje professora em Silvânia. Estes juntamente
com Tio Zé, que cuidava da área sertaneja e
Antônio Campos e Osmar Lobo, no esporte, foram os primeiros
a comandar a Rádio Rio Vermelho.
De janeiro de 1.986 a fevereiro de 1995, a Rádio
Rio Vermelho teve como proprietários os sócios
que já mencionamos. Neste espaço de tempo ela
teve várias sedes: no alto do Lava-pés, na Avenida
Mário Ferreira por duas vezes, no Espaço Cultural
Juvenal Tavares e na Rua Henrique Silva. Foram tempos difíceis
e a emissora sofria principalmente com a má qualidade
de seus equipamentos. Mas a batalha diária de seus
funcionários fez com que a Rio Vermelho persistisse
a todo tipo de problema.
Em fevereiro de 1995 a Província Marista do Rio de
Janeiro mostrou interesse em adquirir a emissora. Em um mês
o negócio estava fechado e a rádio tinha novos
donos. Durante 26 meses os Irmãos Maristas administram
a Rádio Rio Vermelho ainda nas antigas condições.
Neste período foram adquiridos novos e modernos equipamentos,
uma casa própria para montagem do estúdio, construída
uma casa nova para o transmissor. Neste período também
os Irmãos Maristas conseguiram junto ao Ministério
das Comunicações autorização para
aumentar a potência da emissora passando dos modestos
1.000 watts para 10.000 watts de potência no sistema
irradiante.
Em 05 de abril de 1.997, numa grande festa, os Irmãos
Maristas entregaram à comunidade de Silvânia
e da região da estrada de ferro a nova Rio Vermelho
agora instalada com o que de mais moderno existe em equipamentos
de radiodifusão.
Desde esta data a emissora não pára de receber
investimentos quer em seus equipamentos quer na formação
de sua equipe.
Ligada a Rede Católica de Rádio a emissora
é a voz e a vez da comunidade dando ênfase ao
jornalismo cidadão.
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